Consultar estoque pelo WhatsApp: o que acontece se o seu sistema não responde
O que acontece quando um cliente pergunta se tem estoque
Hoje acontece que alguém sai do chat, abre o sistema, olha e volta. No meio, o cliente espera.
Consultar estoque pelo WhatsApp de forma automática elimina esse vai e volta, e também traz uma pergunta mais incômoda: o que se responde quando o dado não está disponível. Essa segunda parte é a que decide se a resposta automática ajuda ou coloca você num problema.
A ruptura de estoque não é rara. Uma tese da Universidade do Chile sobre detecção de rupturas no varejo cita uma média mundial de 8,3%, e de 15,7% no mercado chileno, com perdas estimadas em 3,9% das vendas do varejista. Ou seja, a situação "não tem tanto quanto ele pediu" é rotina, não exceção.
O estoque se verifica ao confirmar, não ao mostrar
É uma diferença de segundos e muda tudo.
Se o estoque é lido quando o produto aparece na conversa, o dado já está velho quando o cliente decide. Se é lido antes de confirmar o pedido, a resposta fala do momento em que o compromisso é assumido.
É o único ponto em que a consulta vale: não quando você mostra, quando você fecha.
Tem menos do que ele pediu: quem decide
Decide o cliente, item por item.
A saída fácil é cortar o pedido em silêncio e avisar depois. Isso transforma um incômodo pequeno numa reclamação, porque o cliente descobre quando já não pode fazer nada.
O correto é dizer quanto tem de cada coisa e esperar a resposta. Às vezes ele leva o que tem. Às vezes troca o produto. Às vezes prefere esperar. As três são decisões dele.
O seu sistema não responde: o que se diz exatamente
Diz-se que a disponibilidade é desconhecida, e se espera.
Não se diz que tem. Não se diz que não tem. As duas são mentiras com custo diferente: uma deixa você com um pedido que não consegue cumprir, a outra faz você perder uma venda que dava para fazer.
| Estado do sistema | O que se responde |
|---|---|
| Responde e tem estoque | O pedido é confirmado |
| Responde e tem menos | Informa-se quanto tem e o cliente decide |
| Não responde | Avisa-se que a disponibilidade é desconhecida e se espera |
| O produto está descontinuado | Deixa de ser oferecido, sem quebrar os pedidos antigos |
De onde sai o preço que se responde
Do catálogo sincronizado com o seu sistema, não de uma estimativa.
Um preço inventado tem uma particularidade feia: o cliente guarda. Fica escrito no chat, com data e hora, e volta como reclamação quando a nota não bate.
Quando o número sai do catálogo, a conversa repete o que já está carregado. Se a sua lista muda, muda a resposta.
O pedido lembra o preço do dia da venda
Os preços se mexem. Os pedidos já fechados, não.
Cada pedido guarda o nome e o preço do produto como estavam no dia em que foi vendido. Se na semana que vem você atualiza a lista, o pedido de hoje continua dizendo o que foi vendido e por quanto.
É o que faz um pedido de três meses atrás continuar sendo um documento e não uma foto que foi se mexendo sozinha.
Os descontinuados não somem do histórico
Quando um produto sai do seu catálogo, deixa de ser oferecido na conversa.
O que não acontece é ser apagado para trás. Um pedido antigo continua resolvendo para o produto que efetivamente foi vendido, mesmo que hoje você não o tenha mais.
Se você apaga o produto e com ele a história, perde metade das respostas para "o que vendemos para este cliente no ano passado?".
Buscar pelo que o cliente quis dizer
Os seus clientes não sabem os códigos do seu catálogo, e não têm por que saber.
Escrevem "alguma coisa impermeável para a chuva" e esperam que alguém entenda. A busca do catálogo trabalha sobre essa descrição e cai no produto correto, no idioma em que tiver sido escrito.
É o que evita o "não encontramos esse produto" quando o produto está lá, com outro nome.
De quanto em quanto tempo convém sincronizar
Depende do seu fornecedor mais do que de você.
A frequência é escolhida de uma lista curta, e o piso dessa lista sai do limite de requisições que o seu sistema tolera. Dá para baixar até desligar a sincronização automática e sincronizar só na mão.
Três coisas que ajudam mais do que aumentar a frequência:
- Sincronizar agora, para quando você acabou de mexer numa lista de preços.
- Aviso quando uma sincronização falha, ou quando os produtos param de chegar.
- Pré-visualização antes de ligar: ver que produtos entram e como mapeiam.
Conclusões
- O momento de consultar estoque é ao confirmar o pedido, não ao mostrar o produto.
- Se tem menos do que o pedido, a decisão é do cliente, item por item.
- Se o sistema não responde, diz-se que a disponibilidade é desconhecida. Nunca se supõe.
- O preço sai do catálogo, e o pedido o guarda como estava no dia da venda.
- Os produtos descontinuados deixam de ser oferecidos sem quebrar o histórico.
- As rupturas de estoque são rotina: 8,3% na média mundial, segundo a tese da Universidade do Chile citada acima.
Perguntas frequentes
- Posso consultar estoque pelo WhatsApp sem trocar o meu sistema de gestão?
- Sim, se o seu sistema publicar uma API. A conexão é feita pelo painel escolhendo o fornecedor e carregando as suas credenciais; você continua trabalhando onde sempre trabalhou. Hoje o primeiro suportado é o Dux Software, muito usado na Argentina, e os demais vão sendo somados um a um.
- De quanto em quanto tempo o estoque respondido é atualizado?
- Conforme a frequência de sincronização que você escolher, cujo mínimo depende do limite de requisições do seu fornecedor. Além disso, o estoque do pedido é verificado no momento de confirmá-lo, que é o dado que realmente importa.
- O que acontece se o meu sistema estiver fora do ar bem na hora em que alguém quer comprar?
- Avisa-se que a disponibilidade é desconhecida e se espera o cliente. Preferimos uma resposta incômoda a um pedido confirmado que depois você não consegue cumprir.
- O cliente pode decidir se tem menos do que ele pediu?
- Sim. Informa-se quanto tem de cada item e se espera a resposta dele, em vez de cortar o pedido por conta própria.
- Existe um limite de produtos no catálogo?
- Não há teto de itens nem limite por plano. O que restringe a sincronização é o limite de requisições do seu próprio fornecedor, que é de onde sai o piso de frequência.
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